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Fonte: valor on line
Fonte: valor on line
atualizado 06/09/2010
Viajar é muito bom. Seja com a família, com os amigos ou mesmo sozinho, desbravar cidades, países, conhecer novas culturas, visitar praias, monumentos, restaurantes, museus, entre outras atrações, criam recordações que serão sempre eternas. Mas deixar alguém querido fora de uma viagem sempre deixa um gosto, digamos, "amargo" de um período especial. Então, por que não levar até seu animal de estimação?
"O Bob é meu companheiro, o levo para onde for", conta a advogada Francini Susin, de 29 anos, que sempre viaja com seu cachorro Bob, um schnauzer. "Já fui para diversos lugares, como São Paulo, Rio de Janeiro, Milão, Lisboa...", completa.
Para viajar com seu animal de estimação, você deve seguir alguns passos. Quando decidir a cidade que for visitar, procure por um hotel que aceite cães e gatos. Apesar de cada vez mais estabelecimentos deste tipo permitirem a presença de animais, ainda não são todos que têm esta liberação.
Após a verificação do hotel, é hora de comprar a passagem. A Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, tem em seu estatuto uma regulamentação para que os animais domésticos possam embarcar. O primeiro passo para levar seu "amigo" é obter a autorização da companhia aérea (consulte estas informações via telefone ou no site das mesmas).
O pedido de transporte de animais domésticos deve ser feito com antecedência à companhia aérea . Este período varia de acordo com a empresa, mas você terá maior facilidade para conseguir a autorização para embarcar com seu bicho se pedir com mais antecedência possível, além de ter tempo para providenciar as adequações necessárias para levar seu animal.
Com a autorização da companhia aérea, você deve obter um atestado de sanidade de seu cão ou gato, que pode ser fornecido pela Secretaria de Agricultura Estadual, pelo Departamento de Defesa Animal ou por um médico veterinário. No atestado também deve constar que o animal recebeu a vacina antirrábica, além de conter a data de aplicação, número do lote, fabricante, data de fabricação e validade do produto.
Após seguir estes passos - ter autorização da companhia aérea, adequação com as normas da empresa e obter o atestado de sanidade do animal -, você já pode viajar pelo Brasil com seu "amigo".
Mas se a intenção é viajar para o exterior, o processo inicial é igual ao descrito para uma viagem nacional. Porém, há outros trâmites a serem feitos, que variam de país a país. Por exemplo, se for entrar com um animal na União Europeia (exceto Reino Unido), além de verificar as normas da companhia aérea, há uma regulamentação mais exigente.
Quem viveu esta situação foi a turismóloga Iris de Jesus Lopes, 37 anos. No final de 2008, Iris deixou o Brasil para viver em Portugal, levando consigo seus três gatos. "Foi um processo trabalhoso, mas que vale muito a pena", disse. Os gatos precisaram passar por diversos procedimentos. Entre eles, foi preciso implantar um microchip de identificação de padrão europeu, realizar um teste de titulação de anticorpos contra a raiva e ficar em quarentena de 90 dias dentro do Brasil. Após tudo isso, Íris pode tirar o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que é emitido pelo Ministério da Agricultura Brasileiro. "Enfim, minha viagem estava liberada! Fui eu e meus gatinhos", comentou Íris.
Na dúvida, se informe no consulado do país de destino ou com seu agente de viagens sobre o que deve ser feito para que seu animal tenha permissão para viajar. Isso é muito importante, pois há nações que não permitem a entrada de bichos provenientes do Brasil, casos da Austrália e Nova Zelândia. Já outros países, como a Coreia do Sul, só libera o ingresso de animais após um período de quarentena realizado por lá.
No retorno ao Brasil (não importa para qual país você irá viajar), é necessário tirar o International Health Certificate (em português, Certificado de Saúde Internacional) de seu animal. Este documento tem validade de dez dias e deve estar vigente na data de chegada ao Brasil.
OBSERVAÇÕES
- A companhia aérea se reserva do direito de aceitar ou não o transporte do animal.
- Dependendo do porte do animal ou raça, deve-se usar focinheira durante a permanência no aeroporto.
- Em caso de passageiros deficientes visuais, cães guias, devidamente documentados, são transportados na cabine, junto de seu dono.
- Não consta mais nos registros da Anac a obrigatoriedade de apresentar o GTA - Guia de Trânsito Animal - para cães e gatos em território brasileiro.
- Certifique-se na companhia aérea e no hotel escolhido a possibilidade de levar seu animal. A CVC se empenha em manter estes dados atualizados, mas não se responsabiliza por quaisquer ocorrências do uso das informações aqui indicadas.
Fonte: Sites da Anac, Voe Azul, Voe Gol, TAM, Webjet, Doc-dog e Consulado Português em São Paulo.